Traficantes ficam desconfiados no Complexo de Israel após a morte do chefão
Após a morte do traficante conhecido como Marrom ou Alcione, apontado como Gerente-geral (Frente) do tráfico na comunidade da 5 Bocas (TCP) em Brás de Pina, causou "escaldação (desconfiança) entre os traficantes na hierarquia do Complexo de Israel.
![]() |
| Marrom ou Alcione - Frente da 5 Bocas (morto) |
O motivo da desconfiança dentro do grupo é que, a morte do Marrom foi na "Praça do Country", uma localidade que fica fora da 5 Bocas, mas ainda no perímetro de vigilância do Terceiro Comando Puro, que é feito por olheiros e câmeras de seguranças instaladas fora da comunidade.
Entretanto, como o Marrom ocupava um cargo considerado alto e de confiança no Complexo de Israel, os criminosos estranharam que ele foi abatido apenas com seu segurança na moto em confronto com a polícia, e não foi avisado a presença de viatura nos rádios de monitoramento da 5 Bocas.
Há quem diga que ainda existem desconfianças da liderança da Parada de Lucas, e aumentou assim que o Peixão descobriu que seu comparsa, o Mia, estaria tramando contra a sua vida. Além do Mia, foi ordenado que executassem todos que ele tinha ligação, na capital e na Baixada.
+Mais notícias: Quais comunidades o tráfico do CV tomou da Milícia nos últimos meses
Mas a desconfiança continua existindo, principalmente com os traficantes que pularam para o TCP e ficam na Cidade Alta, Pica-Pau e 5 Bocas, comunidade recém tomadas do Comando Vermelho.
Por outro lado, é de conhecimento dos traficantes do Complexo de Israel que a cúpula do CV oferece recompensa pela cabeça dos líderes do TCP, como já fizeram na época do Dino, chegando numa quantia de 100 mil reais por informações que levassem ao seu paradeiro.
Esse ódio e gana pela vida do Dino aumentou, assim que ele participou da "Tróia" surpreendente dos últimos anos no sub-mundo do tráfico carioca. Simplesmente, ele pediu para voltar para o CV, conseguiu se infiltrar no Bonde do Urso no Complexo da Penha. Assim que o sinal foi dado, armou uma armadilha contra um gerente querido na Penha, conhecido como Safadão e seus seguranças, e voltou para o TCP com fuzis, glamour e confiança do Peixão, chefão da Parada de Lucas.
Essa ação do Dino obrigou a cúpula da Penha em mudar suas diretrizes e, pararam de aceitar rival que quisesse entrar na facção e ficar no QG da facção. Se fosse um criminoso que mostrasse muita confiança, deixavam em favelas menores, rodeadas de bandidos de confiança, e convocavam em missões suicidas para provar sua real lealdade, assim como aconteceu em baques no Complexo de Israel e Para-Pedro.
O criminoso para provar sua lealdade, teria que entrar sozinho nos acessos da comunidade e voltar com resultado, nem que seja pra tirar a vida de um traficante rival. Se voltasse com armamento, ganharia mais pontos dentro da cúpula.
Entretanto, nem tudo era flores nos testes que o CV aplicava para os recém integrantes da facção, e muitos foram usados e depois mortos pela própria facção no primeiro erro que cometesse dentro do tráfico.
Lá no Complexo de Israel o "Modos Operandis" é ao contrário. A cúpula da Parada de Lucas, organizada pelo Peixão, investia forte nos crias das comunidades que eles tinham planos para invadir e ficar, e assim que o plano era concluído, entregavam cargas alto, como de gerente de ponto e frente, mas no primeiro vacilo, morriam de forma estranha.
Assim como aconteceu com o traficante Baratão, que já ocupou o cargo de frente na Cidade Alta na época do CV, e que ajudou a colocar o TCP dentro da comunidade, entregando mais e 10 fuzis para o paiol da Parada de Lucas, mas vacilou por duas vezes com suspeitas de falsos sequestros, e acabou fuzilado perto da linha do trem de forma estranha.
Diante dos fatos passados, a morte do Marrom foi sentida entre os moradores da 5 Bocas, e caiu nessa estatísticas de mortes estranhas dentro da hierarquia do Complexo da Israel.

Komentar
Posting Komentar